Publicado por: Fabrício Franco | abril 15, 2008

Blasfêmia Escolar: Isso tem que ter Fim!

A única coisa que todos nós somos predestinados nessa cruel vida, se é que seus pais queiram que a cria deles seja alguém nessa vida, é a escola. Desde pequeno, quando ingressamos na vida colegial, até o último ano de escola é que, se você quiser ser alguém terá que estudar e como diz o meu tio “estudar para não virar carpinteiro”. Acho que o coitado era carpinteiro quando era pequeno e criou complexo pela enxada.

Quando começa a longa jornada atrás do “alguém na vida”, com cerca de seis anos, a vida é uma beleza completa com a mãe sempre pondo a mão por cima, porque além do mais você ainda é pequeno e não sabe das coisas dessa vida bandida e quem melhor que sua mãe pra lhe ensinar? A vida é um jardim de flores, folhinhas para colorir, músicas educativas e muita paciência da professora. O mundo cor-de-rosa vai assim até o término da 4ª série, que é o seu último ano no turno da tarde.

A partir daí você já não é mais o “neném da mamãe” e já ta mais que na hora de começar a criar um pouco de responsabilidade. Normalmente na quinta série o professor da turma não existe mais e agora você tem 8 matérias e conseqüentemente, oito professores. Nessa fase você e a sua turma de pequeninos já são considerados os “jovenzinhos do turno da manhã”, começa a função de acordar cedo e a adaptação com o horário é feita com muita paciência, tanto da mãe como da professora. E também é nessa fase que começa a ser criado o caráter da criança, e por isso os pequenos descobrem a mágica da bagunça. Os primeiros sinais de bagunça vêm com conversas e aviõezinhos de papel.

O tempo passa, a sexta e a sétima chegam e você já não é mais uma criança e já sabe muito bem das coisas. Essa fase de transição da pré-adolescência para a adolescência é um período difícil para alguns que recebem muita influencia dos amigos e de mais velhos, e também a exclusão social é uma característica presente nessa fase. É um mundo cruel, realmente, mas nessa época que vemos o adulto de amanhã, se ele será um animal ignorante ou uma pessoa humana com pensamentos normais. Graças a Deus eu consegui seguir para o lado das pessoas normais, mas quase que eu não escapo desse terrível destino.

A 8ª série chega e você já é visto com outros olhos, não é mais o garoto imaturo de antes e agora já tem discernimento das coisas e já é “quase do ensino médio”. Agora você percebe que as professoras te tratam como um qualquer e ta na hora de começar a correr atrás, a mão na cabeça continua, mas não é tanto como era antes. A cobrança aumenta e normalmente é implementada uma matéria a mais, Física se não me engano, que deixa a “moçada” ainda mais apavorada.

Pronto, você chegou ao ensino médio! Agora você é o maior, O Cara, só perde para o segundo e terceiro ano que logo virá. Nesse ponto, normalmente as pessoas tende a perder o instinto selvagem de alguns anos atrás, com uma cabeça já formada todos pensam que você já é quase um adulto. Você é, mas os outros ainda não. Portanto é comum nas turmas de ensino médio a bagunça acontecer de forma descontrolada. O nível de macaquices do ensino médio passa do aviãozinho para o arremesso de cadeiras, é uma coisa triste, ao invés de o ser humano evoluir, parece que o coitado regride! Será que essa gente do ensino médio, quase no vestibular não consegue ter um pingo de racionalidade e prestar atenção na aula? Aqueles milhões de contas e símbolos que o professor explica na verdade é um passaporte para o “ser alguém na vida” e se eles não souberem aquilo eles serão mendigos. Eu fico indignado com esse desinteresse de hoje, mas como não sou eu que vou mudar o mundo, e a culpa é das pessoas que ficaram até tarde cuidando e ajudando os meliantes e se darem bem na escola. Lógico que não vou generalizar, não é em todas as escolas que essa desordem acontece, é só na minha. Espero que não me julguem por isso.

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Responses

  1. Normal, mas sempre há tempo pra mudar. Digo, mudar pra pior, e de preferência, assumir.

  2. Que saudade da “época sem resbonsabilidades”.
    E, sei lá, sem querer ser estraga prazeres (não que seja um prazer), na minha escola também é assim #D
    O cara fala pro sei coleguinha: “cara, preciso passar na UFGRS.”
    5 minutos depois ele tá passando papeizinhos de “não olha agora, mas tem uma melnacia no teto”
    >.<
    Sim, isso aconteceu hoje, antes de uma prova de geografia.
    Mas não quero ser hipócrita também né.
    Muitas vezes em estresso com meus colegas, mas também há muitas vezes que eu me mijo de rir.
    ;***

  3. Muitos da turma irão direto para a ULBRA( sem comentários )… ou nem mesmo irão fazer vestibular e serão no futuro muito proximo empacotadores do mercadinho da esquina( espero que não! lol ). Para mim essa é a única explicação. Oo
    Abraço.

  4. Quem sabe, empacotadores do Zaffari.


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